Domingo dia 25 grande ciclo de encerramento dedicado a Cannes, no Max

por max 22. maio 2014 02:41

 

Termina domingo, dia 25, o ciclo de filmes dedicados a Cannes, e o Max faz um grande encerramento incluindo oito filmes de primeira que vão manter você em contato com a beleza, a arte e o entretenimento durante todo o dia.

 

O Max começa com O Artista (The Artist, 2011), do francês Michel Hazanavicius, protagonizado por Jean Dujardin. Um belo filme que recorda os anos do cinema mudo, mas principalmente, a transição para o cinema sonoro. Uma estrela que pouco a pouco vai se apagando, uma menina inocente que se torna famosa no cinema falado, e um amor que vai além de toda a fama. O Artista deu o prêmio de Melhor Ator a Jean Dujardin e a seleção à Palma de Ouro a Hazanavicius.

 

O ciclo continua com Habemus Papam (2011) de Nanni Moretti, a história de um papa recém-eleito que não quer ser papa. Entre a comédia e o drama, Moretti mergulha nos cenários do Vaticano para contar esta história sobre divindade, humanidade e sacrifício. O filme foi selecionado à Palma de Ouro.

 

Na continuação, Um Alguém Apaixonado (Like Someone in Love, 2012), do mestre Abbas Kiarostami. A trama: uma garota universitária que trabalha como prostituta e que um dia verá como suas duas vidas unem perigosamente seu namorado a um cliente que foi seu professor. O filme concorreu à Palma de Ouro.

 

Depois Ferrugem e Osso (Rust and Bone, 2012), de Jacques Audiard, estrelado por Marion Cotillard e Matthias Schoenaerts. História de um amor abalado pela perda, raiva e dor, Ferrugem e Osso também foi selecionado à Palma de Ouro.

 

 

Na sequência, Depois da Batalha (Baad el Mawkeaa, 2012) de Yousry Nasrallah. O filme mostra a vida de Mahmoud, que em fevereiro de 2011 fez parte dos órgãos que atacaram os revolucionários que protestavam contra o regime de Mubarak. Desde então, ele não viveu sem rejeição e humilhação. No entanto, o encontro com Reem, uma garota divorciada e inteligente, dará uma reviravolta em sua vida. O filme entrou na competição pela Palma de Ouro no Festival de Cannes.

 

 

Logo em seguida, Reality – A Grande Ilusão (Reality, 2012), uma comédia de Matteo Garrone que foca na figura de Luciano, um homem com habilidades teatrais que um belo dia decide se candidatar a um reality show. Luciano não é aceito, mas ele acredita que isso foi de propósito, e que, na verdade, há câmeras o observando. Claro, o comportamento de Luciano começa a mudar e também tudo ao seu redor, e nesta confusão paranoica ele vai vivendo dia a dia.

 

Depois, Motores Sagrados (Holy Motors, 2012), de Leos Carax, um filme absolutamente delirante em que um ator percorre a cidade em uma limusine assumindo o papel de várias pessoas. No entanto, estas interpretações são realizadas em cenários reais, sem público, sem câmeras, como se fosse, exatamente, a própria vida. Por Motores Sagrados, Carax recebeu o Prêmio da Juventude em Cannes e também foi selecionado à Palma de Ouro.

 

E para finalizar, Só Deus Perdoa (Only God Forgives, 2013), um drama extraordinário e sangrento dirigido pelo cineasta norueguês, Nicolas Winding Refn. Com Ryan Gosling (seu ator favorito) como protagonista, Winding Refn conta a história de um homem pobre, corrompido por uma estranha relação com a mãe e que passeia pelo baixo mundo da droga em Bangkok. A situação fica terrível quando seu irmão é assassinado, e Julian (Gosling) decide se vingar.

 

Não esqueçam, domingo 25 de maio termina o ciclo de filmes dedicados a Cannes, e o Max faz um grande encerramento com oito produçõs de primeira, cujos diretores foram selecionados neste prestigiado festival.

Etiquetas:

Geral

Retrato de Anton Corbijn, documentário extraordinário sobre o artista que mudou a maneira de fotografar o rock

por max 16. maio 2014 07:24

Nirvana

 

Björk


U2

 

Keith Richards


Tom Waits


Viu as fotos? Gostou? Estas são as fotos do célebre fotógrafo holandês Anton Corbijn, que estabeleceu um padrão no estilo de fotografar o rock nas últimas décadas. Corbijin, como vê, tem retratado artistas como Tom Waits, U2, Nirvana, Rolling Stones, entre outros. Além de ter realizado também vários vídeos para músicas como "Heart-Shaped Box" do Nirvana e "One" do U2, e se interessado por filmes de ficção como Um Homem Misterioso (The American, 2010), estrelado por George Clooney e Controle - A História de Ian Curtis (Control, 2007), onde Corbijin recria a vida de Ian Curtis, o líder da banda Joy Division, que se suicidou aos 23 anos.

Este mês, no Max, teremos um documentário biográfico extraordinário que vale merecidas honras. Trata-se de Retrato de Anton Corbijn (Anton Corbijin: Inside Out, 2012), um trabalho poderoso e cheio de emoção realizado pela diretora (também holandesa) Klaarje Quirijins (The Dictator Hunter, The Brooklyn Conection). Este documentário acompanha os passos do artista para mostrar sua vida pessoal e seu trabalho audiovisual. Corbijn é, literalmente, tirado de trás da câmera e levado em direção à lente da diretora, e aí o temos em seu mundo, contando histórias sobre estrelas do rock, entrevistando seus familiares (porque ele finge ser entrevistador), fazendo algumas surpresas, inclusive com sua mãe. O artista fala de si mesmo, sua família também fala dele e, o melhor de tudo, aqueles que foram fotografados por ele também falam sobre ele. Bono, James Hetfield, Lou Reed, George Clooney, entre outros, nos contam sobre o lendário fotógrafo.

Retrato de Anton Corbijn, de Klaarje Quirijns, terça 20 de maio, no Max. O que você vê quando vê o Max?

Para reapresentações, clique aqui.

Os Donos, uma comédia argentina de primeira que brilhou em Cannes

por max 15. maio 2014 04:15

 

Os Donos (Los Dueños, 2013) é uma corajosa, forte e muito bem pensada comédia argentina dirigida pelos estreantes Ezequiel Radusky e Agustín Toscano. Esta é a história da chegada e da descoberta cheia de tensões em um lugar distante de Tucumán, na Argentina. Ali, em uma casa de campo, os empregados vivem confortavelmente, como reis, com o melhor estilo de vida. É que os donos não estão e, enquanto eles não estão, os empregados, Sergio (Sergio Prina) e sua família, imitam o estilo de vida dos patrões. No entanto, o paraíso chegará ao fim quando os donos, sem avisar, chegam à casa de férias. Quem chega é Pía (interpretada por Rosario Blefari), a filha mais velha do dono, que de alguma forma está fugindo da cidade, dos problemas pessoais, carregando seus próprios mistérios.

O filme recria muito bem a distância entre as classes sociais, suas dinâmicas, suas tensões, suas mentiras, suas desculpas e desconfortos que fazem querer saber o que temos, o que queremos e o que, claro, invejamos dos outros.

Este pequeno mas muito poderoso e tenso trabalho de Radusky e Toscano, dois jovens diretores tucumanos que se conhecem desde os dez anos de idade, foi selecionado para a Semana da Crítica de Cannes em 2013, onde ganhou o Prêmio Especial do Júri.

Os Donos, estreia domingo, 18 de maio.

O que você vê quando vê o Max?

Para reapresentações, clique aqui.

No mês de Cannes, o Max comemora com dois grandes filmes por dia

por max 12. maio 2014 08:10

 

 

A 67ª edição do festival de cinema mais prestigiado do mundo, o festival de Cannes, começa em 14 de maio e vai até o dia 25. Neste ano, o pôster tem o grande ator Marcello Mastroianni como alter ego de Federico Fellini. A foto do pôster é exatamente Mastroianni em 8½. Em 2014, talvez reagindo a críticas anteriores, o júri é presidido por uma mulher, a diretora australiana Jane Campion, que ganhou a Palma de Ouro por O Piano (The Piano). Nesta edição, serão 18 filmes em competição, com cineastas do calibre de David Cronenberg, Jean-Luc Godard, Atom Egoyan, Ken Loach, assim como alguns jovens e modernos, como Xavier Dolan (a mente por trás de Laurence Sempre (Laurence Anyways), e até o ator Tommy Lee Jones em seu quarto filme como diretor (fez dois para o cinema e dois para televisão). Também, vale dizer, nesta super lista de honra está um diretor latino-americano, o argentino Damián Scifron, com o filme Relatos Salvajes.

No Max, como é tradição todo ano, haverá um ciclo de filmes durante o mês dedicado ao festival de Cannes. Porque, não há dúvida, o Max é um canal que oferece uma programação de tanta qualidade que é capaz de apresentar um ciclo de filmes e de cineastas que foram selecionados e premiados em Cannes. E não haverá apenas um filme por dia, mas o Max apresenta dois filmes por dia, de 14 a 25 de maio.

Vejamos agora o que o Max traz, dia a dia:

 

Quarta 14: O Que Eu Mais Desejo (I Wish, 2011), de Hirokazu Koreeda, cineasta que participou três vezes de Cannes. Na sequência: Um Alguém Apaixonado (Like Someone in Love, 2012), filme de Abbas Kiarostami selecionado à Palma de Ouro.

 

Quinta 15: O Barco da Esperança (La Pirogue, 2012), de Moussa Touré, filme selecionado para a mostra Un Certain Regard.

Na sequência: do sul-africano Oliver Schmitz, A Vida, Acima de Tudo (Life, Above All, 2010), filme exibido em Un Certain Regard.

 

Sexta 16: Motores Sagrados (Holy Motors, 2012), de Leos Carax, cineasta francês que recebeu o Prêmio da Juventude em Cannes e que também fez parte da seleção à Palma de Ouro. Na sequência: Sexo, Mentiras e Videotape (Sex, Lies and Videotapes, 1989) de Steven Soderbergh, filme que deu o prêmio de Melhor Ator a James Spader e o prêmio FIPRESCI e a Palma de Ouro a Soderbergh.

 

Sábado 17: Só Deus Perdoa (Only God Forgives, 2013), do dinamarquês Nicolas Winding Refn, selecionado à Palma de Ouro. Na sequência: Elefante (Elephant, 2003), do já clássico Gus Van Sant, que conquistou o prêmio de Melhor Diretor pelo filme, além do Prêmio francês ao sistema nacional francês de educação (em Cannes) e do prêmio máximo, a Palma de Ouro.

 

Domingo 18: Elena (2011), do russo Andrey Zvyagintsev, filme que conquistou o Prêmio especial do júri na sessão Un Certain Regard. Na sequência: dos argentinos Ezequiel Radusky e Agustín Toscano, Os Donos (Los dueños, 2013), trabalho que conquistou menção especial na Semana dos Críticos de Cannes.

 

Segunda 19: 360 (2011), do aclamado Fernando Meirelles, que já se tornou um queridinho do festival. Na sequência: do chileno Cristián Jiménez, Bonsai (Bonsái, 2011), filme que participou da seleção da mostra Un Certain Regard.

 

Terça 20: Sete Dias em Havana (7 Días en La Habana, 2012), filme formado por vários curtas-metragens realizados por Laurent Cantet, Benicio Del Toro, Julio Medem, Gaspar Noé, Elia Suleiman, Juan Carlos Tabío e Pablo Trapero; todos foram selecionados para Un Certain Regard. Na sequência: do norueguês Joachim Trier, Oslo, 31 de Agosto (Oslo, August 31st, 2011), filme oficialmente selecionado para a mostra Un Certain Regard.

 

Quarta 21: O Quarto do Filho (La Stanza del Figlio, 2001), filme de Nanni Moretti reconhecido em todo o mundo e premiado com a Palma de Ouro em Cannes. Na sequência: também de Nanni Moretti, Habemus Papam (2011), filme selecionado à Palma de Ouro.

 

Quinta 22: Adeus (Goodbye, 2011), do iraniano Mohammad Rasoulof. O filme ganhou o Prêmio do júri e Rasoulof o prêmio de Melhor diretor na mostra Un Certain Regard. Na sequência: Um Sonho Sem Limites (To Die For, 1995) de Gus Van Sant.

 

Sexta 23: O Artista (The Artist, 2011), do francês Michel Hazanavicius, filme que foi um grande sucesso no Oscar e que, em Cannes, deu o prêmio de Melhor Ator para Jean Dujardin e fez Hazanavicius ser selecionado à Palma. Na sequência: mais cinema francês com Filme Socialismo (Film Socialisme, 2010), do queridinho — ou não tão queridinho — de Cannes, Jean-Luc Godard, que já foi selecionado sete vezes à Palma de Ouro, mas nunca ganhou.

 

Sábado 24: Ferrugem e Osso (Rust and Bone, 2012) de Jacques Audiard, filme selecionado à Palma de Ouro. Na sequência: O Expresso da Meia-Noite (Midnight Express, 1978), do diretor Alan Parker, que foi selecionado à Palma de Ouro.

 

Domingo 25: O grande encerramento com: O Artista (The Artist), Habemus Papam (Habemus Papam), Um Alguém Apaixonado (Like Someone in Love), Ferrugem e Osso (Rust and Bone), Depois da Batalha (Baad el Mawkeaa), Reality – A Grande Ilusão (Reality), Motores Sagrados (Holy Motors) e Só Deus Perdoa (Only God Forgives). Próximo à exibição, falaremos destes filmes, que encerram muito bem o ciclo que o Max apresenta.

 

Você já sabe, a partir do dia 14 até 25 de maio, aproveite o melhor do cinema mundial, neste ciclo especial de Cannes.

 

O que você vê quando vê o Max?

Etiquetas:

Geral

Limelight, um documentário magnífico, que mostra o auge e a decadência de uma das discotecas mais famosas de Nova York

por max 9. maio 2014 05:48

 

A história e a vida das cidades estão em seus espaços, em seus lugares e naquilo que aconteceu nestes lugares. O documentário de Billy Corben, Limelight (2011), conta a história de um destes lugares, em uma das cidades mais agitadas do planeta, Nova York. Trata-se, como o nome já diz, da discoteca Limelight, talvez o templo noturno mais importante de Manhattan durante os anos oitenta, época caracterizada pelo hedonismo e pelo auge das drogas pesadas, como a cocaína. A Limelight foi um dos locais da moda que pertenciam a Peter Gatien, um canadense com um tapa-olho, que dominou a vida noturna de Manhattan com discotecas como Tunnel, Palladium, Club USA e, a mais famosa, Limelight. Claro que, quando falei "templo" mais acima não era só para usar uma palavra bonita, mas falei "templo" porque a Limelight era uma velha igreja que Gatien reformou.

Nesta igreja psicodélica foi parar toda a fauna noturna da cidade, misturados sempre com os vendedores de drogas. Muita gente apontou Gatien como a mente daquele negócio ilegal e, em certo ponto, "contracultural". Através de documentários como Cocaine Cowboys (2006) e Cocaine Cowboys 2 (2008), Corben trabalhou o tema profundamente, por isso conhece muito e o desenvolve bastante em Limelight, onde também, em certo momento, ele fala da chegada do famoso Rudolph Giuliani, que era fiscal de Nova York nos anos oitenta (e depois prefeito nos anos noventa). Giuliani tinha entre suas principais lutas políticas a erradicação das drogas e a alta delinquência em Nova York. Gatien — peixe gordo — e suas casas se transformariam no alvo da perseguição deste político tenaz.

Limelight chega a tudo isto através de entrevistas e imagens de arquivo, da exploração de um momento histórico e leva a uma maneira de entender o mundo a partir da cidade e de seus espaços.

Limelight, um documentário intenso, interessante e principalmente divertido, terça, 13 de maio, no Max.

O que você vê quando vê o Max?

Para reapresentações, clique aqui.

Etiquetas:

Geral

Pelos Olhos de Maisie, um dos dramas mais comoventes dos últimos anos, estrelado por Julianne Moore, Steve Coogan e Alexander Skarsgård

por max 9. maio 2014 05:47

 

Este mês, no Max, você vai ver um dos filmes mais comoventes e mais bem realizados dos últimos anos: Pelos Olhos de Maisie (What Maisie Knew, 2012), um drama de primeira categoria, dirigido por Scott McGehee e David Siegel (Sutura, Até o Fim). Você não faz ideia de como gostei do filme que, apesar de baseado em um fato doloroso (um divórcio), deixa você com um sabor agradável na boca.

Em geral, as pessoas entendem o divórcio como o final de um conflito. Esta é a crença: alguém se divorcia e pronto, tudo resolvido, já não há mais dor. Mas não é bem assim e este poderoso drama, baseado no romance homônimo de Henry James com uma atualização que tem lugar na contemporânea Manhattan, mostra como os conflitos continuam presentes depois da separação, especialmente se há filhos no meio, neste caso, Maisie (muito bem interpretada por Onata Aprile), uma menina de seis anos que será o centro da história.

A partir dela, através dela, veremos seus pais se atacarem, sem reconciliação. Susanna, interpretada por Julianne Moore, é uma estrela do rock que vive muito ocupada com sua fama e com a gravação de um novo álbum; Beale, vivido por Steve Coogan (visto recentemente no filme indicado ao Oscar Philomena), é um negociante de arte que vive mais ligado ao celular que na realidade. O divórcio chega e também chegam os outros: a jovem e charmosa Margo (Joanna Vanderham), babá de Maisie e também nova amante de Beale, e o sexy e louco bartender Lincoln (Alexander Skarsgård, o vampiro Eric Northman da série HBO True Blood e filho do memorável Stellan Skarsgård). Com

a chegada dos dois, Maisie vai conhecer a ternura, a amizade, o carinho e também mais conflito e mais dor, porque os pais vão continuar a discutir na batalha legal, somando a isto os ciúmes nascidos da nova relação de Maisie com Margo, mas especialmente com o cativante Lincoln. Pelos Olhos de Maisie é, sem dúvida, uma terna exploração do que ocorre na vida de muitas crianças depois de um divórcio que não é, nem de longe, o fim dos conflitos, mas sim uma nova etapa da vida onde entram novas pessoas (às vezes salvadoras, às vezes terríveis), onde se encara a solidão e onde se cresce a partir da ruptura. Eu fiquei realmente encantado, você também ficará.

Pelos Olhos de Maisie, uma estreia exclusiva domingo, 11 de maio, no Max.

O que você vê quando vê o Max?

Para reapresentações, clique aqui.

Fleming, uma emocionante série da BBC sobre a vida do criador de James Bond

por max 5. maio 2014 04:37

 

Convido você a ver, este mês no Max, Fleming (2014), uma minissérie em quatro partes que, com certeza, vai deixar você tão emocionado quanto me deixou.

Trata-se de uma excelente produção da BBC que recria a vida de um escritor. "Qual é!" você pode dizer, "de um escritor?", "o que há de fascinante na vida de um escritor?" "Esses caras só ficam sentados… escrevendo!". Sim, é verdade, mas neste caso trata-se da vida de Ian Fleming, o criador do mundialmente conhecido James Bond.

Ian Fleming vinha de uma família endinheirada, muito bem instalada na alta sociedade. Ele era um homem culto, sedutor, de excelente educação e com grande espírito aventureiro, que o levou a ser jornalista e depois oficial da Marinha britânica, onde começou a trabalhar para o escritório da inteligência durante a Segunda Guerra Mundial. Lá Fleming aproveitaria todo seu conhecimento do mundo cosmopolita para se infiltrar entre as linhas inimigas e espionar os altos oficiais nazistas bebendo, jogando cartas, em festas e com mulheres que ofereciam prazer.

Assim formou-se este homem de humor inglês que sempre bebia, fazia sexo e falava sobre escrever uma história de espiões onde o protagonista seria um gentleman inglês de nome James Bond, mas que, na verdade, nos bastidores, seria um espião que procura descobrir os segredos mais delicados da guerra, arriscando sua própria vida.

Muito divertida, muito sensual, muito tensa, você não pode perder nenhum momento desta série em quatro partes, estrelada por Dominic Cooper (Educação, Sete Dias com Marilyn, Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros, Capitão América: O Primeiro Vingador), tentando, no papel de Ian Fleming, descobrir planos secretos alemães na Inglaterra, França e até na própria Alemanha. Submarinos alemães, grupos de comando, planos secretos de bombas atômicas e lindas mulheres, como as atrizes Lara Pulver e Anna Chancellor, tudo marca presença nesta nova série que o Max apresenta em maio.

Ian Fleming chegou a dizer: "só escrevo sobre o que me dá prazer e me estimula". Não há dúvida de que esta série dá prazer e vai te estimular até o final!

Fleming, estreia exclusiva, quarta, 7 de maio, no Max.

O que você vê quando vê o Max?

Para reapresentações, clique aqui.

Etiquetas:

Geral

O Mundo de Corman: Proezas de um Rebelde de Hollywood, documentário que homenageia o rebelde número um do cinema americano

por max 5. maio 2014 04:12

 

Roger Corman é o homem da rebeldia, o rei do cinema independente por excelência. Claro, atualmente quando se fala de cinema independente fala-se, na maioria dos casos, sobre um trabalho artístico um pouco mais intelectual e requintado, certo? Na verdade, o verdadeiro cinema independente começou com os realizadores do chamado "Cinema B". Vale lembrar que, no início, os filmes do cinema B eram aqueles que entravam na sessão dupla das salas de cinema (os grandes estúdios detinham, naquele momento, o poder da distribuição e das salas de cinema); quer dizer, o filme A é a grande produção do estúdio, aquela que custou muito dinheiro, enquanto o filme B, projetado antes do grande evento, é a produção de baixo orçamento e de pouca qualidade, que está lá só para rechear, como um extra para que o público sinta que recebe mais pelo mesmo dinheiro.

Foram várias as razões que levaram os estúdios a realizar filmes B: Primeiro, como evolução lógica do espetáculo de variedades que era apresentado antes da exibição do filme principal. Tal espetáculo, no início, consistia em uma pequena cena burlesca ou na projeção de um curta-metragem. Logicamente, esta sessão prévia foi evoluindo, tornando-se cada vez mais complexa, até chegar a um filme. Em segundo lugar, a crise americana também teve influência, pois, desde os anos vinte, afastou o público das salas de cinema. Pode-se dizer que os filmes B surgiram como um incentivo para o público decidir gastar o pouco dinheiro que tinha nos bolsos. Mas, afinal, o que estes filmes B tinham especificamente? Eram filmes muito baratos, produzidos com orçamento muito, muito mínimo e com temática de cultura popular, como terror ou ficção científica.

Com o tempo, este cinema B se transformou em um negócio. Junto dos grandes estúdios (que foram os produtores originais destes filmes) surgiriam empresas dedicadas exclusivamente a esta produção. Por isso, nos anos quarenta, quando uma lei derrubou o monopólio de distribuição dos grandes estúdios, os filmes B continuaram a ser produzidos. E, no final dos anos sessenta, quando os códigos de censura foram flexibilizados, estes filmes começaram a explorar temáticas ainda mais atrevidas. Digo ainda mais porque, trinta anos antes, o cinema B já estava fazendo praticamente tudo o que queria. Como eram filmes que estavam lá para encher o espaço, ninguém tinha interesse e, por isso, ninguém os vigiava muito de perto. Isto abriu espaço para a experimentação tanto de temas como de formatos. Na época em que as leis de censura foram relaxadas, o terreno já estava preparado para abordar e explorar novos temas. Observe que usei a palavra "explorar", pois a qualificação que os novos filmes tipo B receberam foi exploitation: explorou-se sexo, raça (eram os anos das lutas por direitos civis), violência, sangue, vulgaridade.

Roger Corman surgiu nestes anos. Ele era diretor de filmes B e trabalhava para uma empresa que fazia filmes B, a American International Pictures (AIP), onde Corman fez uma série de filmes baseados nos contos de Edgar Allan Poe. Estes filmes, já sabemos, foram o começo da lenda Corman, um diretor que queria fazer filmes que agradassem ao público, filmes interessantes e assustadores, que divertissem. Claro, isto é o mesmo que Hollywood queria. A diferença é que Corman não se deixava enrolar pelos grandes executivos e fazia os filmes com baixíssimo orçamento. Nosso homem até chegou a virar independente, fundando sua própria empresa para continuar a fazer o que achasse melhor, com roteiros rápidos, produções baratas (inclusive em cenários de outros filmes) e filmagens onde não se exigia nada dos atores nem se repetiam as cenas. Vale dizer que, em muitas destas filmagens, passaram nomes que depois seriam grandes artistas da indústria, como Jack Nicholson, Martin Scorsese e Peter Fonda, entre outros.

O documentário O Mundo de Corman: Proezas de um Rebelde de Hollywood (Corman's World: Exploits of a Hollywood Rebel, 2011), de Alex Stapleton, fala sobre este cineasta lendário que, naquela época, chegou a dizer que já tinha realizado mais de cem filmes sem gastar um centavo. Na realidade, agora são mais de quatrocentos… sem gastar um centavo. No documentário, para fazer uma homenagem, estão aqueles que devem ao diretor a paixão pela arte: Tarantino, Scorsese, Nicholson, Robert De Niro, Jonathan Demme, Peter Fonda, Bruce Dern, Peter Bogdanovich, William Shatner, entre muitos outros.

O Mundo de Corman: Proezas de um Rebelde de Hollywood, terça, 6 de maio, no Max.

O que você vê quando vê o Max?

Para reapresentações, clique aqui.

Depois de Maio, um filme de Olivier Assayas sobre o espírito dos jovens franceses nos anos setenta

por max 1. maio 2014 04:40

 

Olivier Assayas, diretor francês de prestígio, nos apresenta Depois de Maio (Aprés Mai, 2012), filme que recria os efervescentes anos setenta da juventude parisiense. Em outras produções, Assayas também girou em torno desta época. E assim temos sua famosa minissérie Carlos (2010), estrelada pelo venezuelano Edgar Ramírez, que interpreta um terrorista, também venezuelano, Carlos, o Chacal. Desta vez, o filme se centraliza na cidade de Paris (que é tão apreciada por ele, que já foi retratada em um dos curtas de Paris, Te Amo) e nos jovens que viveram aqueles anos movimentados por ideais, por luta política e que tem seu epicentro em maio de 68. A história nos mostra Gilles, um jovem estudante com intenções de artista, que será arrastado – em partes sem querer - pela agitação política do momento. Gilles (Clément Métayer) tem uma vida própria, sonhos e ambições; no entanto, a época parece exigir outra coisa, uma atenção ao social, à luta, ao compromisso. Ele, sem dúvida, irá como um cata-vento através de seus dias, entre amores (aqui a atriz Lola Créton terá um papel importante), viagens de descobertas e discussões sobre o estado das coisas do mundo. O filme, supostamente, recria recordações do diretor, vividas naqueles anos.

Gilles, portanto, é o personagem criado para dar vida a essas recordações. Um personagem que, às vezes, se mostra arrogante, cheio de vida e, com o passar do tempo, vai se mostrando derrotado, perdido. Entre esses momentos, testemunhamos cenas cruéis de repressão policial, luta política, amizade e amor.

Depois de Maio recebeu dois prêmios no Festival de Veneza (um de Melhor Roteiro) e a atriz Lola Créton ganhou o Prêmio Cézar de Melhor Atriz em 2013.

Aproveite neste domingo, 4 de maio, estreia exclusiva para o Brasil, no Max.

Para reapresentações, clique aqui.

Etiquetas:

Geral

Para Roma Com Amor, o caos e a paixão em Roma vistos pelo grande Woody Allen

por max 24. abril 2014 04:13

 

Woody Allen vem trabalhando um ciclo europeu de filmes. Ponto Final - Match Point (Match Point, 2006), talvez o primeiro filme deste ciclo, foi na Inglaterra, Vicky Cristina Barcelona (2007) na Espanha, Meia-Noite Em Paris (Midnight in Paris, 2011) na França, e o mais recente, não sei dizer se será o último deste ciclo, Para Roma Com Amor (To Rome With Love, 2012) que, obviamente, acontece em Roma.

Cada filme destes reflete o espírito de cada país ou cidade: Ponto Final - Match Point é um thriller bem inglês, dado pelo ambiente de mistério e crime peculiar dos britânicos (podemos incluir dentro do ciclo Scoop: O Grande Furo - Scoop, 2006 - e O Sonho de Cassandra - Cassandra´s Dreams, 2007- para uma trilogia criminal inglesa); Vicky Cristina Barcelona explora a sensualidade das cores, o sexo, a paixão arrebatadora que se atribui ao sangue espanhol; Meia-Noite Em Paris nos faz mergulhar no encanto, na delícia, no fascínio e na elegância de todos os tempos de uma cidade como Paris e, Para Roma Com Amor, nos apresenta o caos, o ruído, a desordem, a alegria e a loucura de uma cidade como Roma. Não sem razão, o filme começa com um guarda de trânsito (o caos veicular é famoso em Roma) falando para a câmera, nos dizendo que ele tem histórias para nos contar. O que o guarda nos preparou (ou melhor, Allen nos preparou) é uma comédia romântica que envolve quatro histórias, inclusive Woody Allen é um dos atores (ele não atuava desde 2006 em Scoop: O Grande Furo).

Atrevo-me a dizer que, neste filme, o veterano cineasta volta a ser o velho Allen do absurdo, do humor puro e simples. Temos, por exemplo, um senhor italiano que canta ópera magnificamente, um gênio do canto, mas só no banho; ou seja, fora do banho, não canta nada. A solução? O diretor o coloca para cantar em um cenário que também... é um chuveiro. O Allen humorista radical também é revivido na figura de Leopoldo (Roberto Benigni), um personagem qualquer, como muitos, mas que certo dia, sem saber o porquê, alguém o transforma em uma pessoa muito famosa por ser, precisamente, um ninguém. Tem também um arquiteto, interpretado por Alec Baldwin, que percorrerá as ruas de Roma e se encontrará com Jack, um estudante de arquitetura que o admira e o reconhece (Jesse Eisenberg, mais lembrado como Mark Zuckerberg em A Rede Social - The Social Network), e que o convida para ir à sua casa para que conheça sua noiva. O incomum aqui é que John, o personagem interpretado por Baldwin, passará de um personagem muito real a uma voz da consciência – em carne e osso – de Jack, que ficará se aconselhando a todo momento com ele, que não é visto por mais ninguém, como se fosse um fantasma.

Claro, os conflitos amorosos, o tema preferido de Allen, estão presentes: haverá uma situação de uma esposa - porque ela, que veio do interior, se perdeu nas ruas de Roma – uma prostituta (interpretada por Penélope Cruz) e consequentes infidelidades; tem também um casal que termina o relacionamento por causa de uma amiga; esta amiga, vale dizer, é uma aspirante a atriz (Ellen Page, a garota de Menina Má.Com, Juno e A Origem) cheia de chavões da cultura e rápida como o vento. Ela, depois de se entregar às paixões mais profundas e ao amor mais verdadeiro – segundo ela, claro – deixará o pobre Jack (sim, o Jack que falamos acima) confuso e arrasado.

Para Roma Com Amor é uma comédia caótica, selvagem e suprema. Enquanto Meia-Noite em Paris foi um dos maiores sucessos de Allen nos últimos tempos, e Vicky Cristina Barcelona tem sua fila de fãs (infelizes), para mim Para Roma Com Amor é um de seus melhores filmes, o que mais resgatou o velho Allen que havia se perdido entre tantos conflitos de casais e tantas paisagens bonitas. Você não deve perder.

Para Roma Com Amor, estreia exclusiva domingo 27 de abril, no Max.

O que você vê quando vê o Max?

Para reapresentações, clique aqui.

arquivos
 

nuvem