À Procura De Sugar Man, documentário ganhador do Oscar em 2013, no ciclo Na Mira do Oscar

por max 28. fevereiro 2014 05:48

 

À Procura de Sugar Man (Searching For Sugar Man, 2012), dirigido pelos sul-africanos Malik Bendjelloul e Simon Chinn, ganhou, merecidamente, o Oscar de Melhor Documentário em 2013. Estamos diante de uma história incrível, focada em um músico folk esquecido, de sobrenome Rodriguez, que gravou, no início dos anos setenta, dois álbuns com temas de protesto, de forte carga social, que venderam nos Estados Unidos pouquíssimos exemplares, apesar das boas críticas. Diante desse fracasso, Rodriguez acabou no esquecimento, de volta à sua Detroit natal (cidade industrial que, como já sabemos, é quase fantasma), onde, dizem, que se dedicou a trabalhar como pedreiro. Enquanto isso, do outro lado do mar, no Sul da África, na Nova Zelândia, na Austrália, sua música cresceu, se multiplicou, fez milagres. Em Johannesburgo, por exemplo, foi a trilha sonora pela liberdade, contra o apartheid. Rodriguez soube disso muitos anos depois, pois a gravadora, aparentemente, vendeu todos os seus discos sem avisá-lo, e também os direitos da obra na África do Sul.

O documentário, que começa com o melhor estilo de uma investigação jornalística ao redor do homem misterioso que é Rodriguez (Onde está? Morreu? Se matou?), vai sendo montando com base em testemunhos de especialista e de fãs sul-africanos, com imagens e registros do próprio artista, que recebe os maiores elogios de quem o comparou até mesmo a Bob Dylan. Deste trabalho jornalístico que nos leva a procurar um homem lendário, suas origens, seu fracasso e seu esquecimento, vamos até a luz e a exaltação daquele que terminou cfazendo apresentações em lugares onde é uma verdadeira lenda. Tudo isso dentro de um estilo narrativo cheio de tensão e de momentos iluminados.

À Procura de Sugar Man, documentário ganhador do Oscar, sexta, 28 de fevereiro, dentro do ciclo Na Mira do Oscar.

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À Procura De Sugar Man, ou a história do que nunca aconteceu

por max 17. setembro 2013 03:41

 

Uma história muito incrível para ser verdade. Um músico que gravou apenas dois álbuns e que vendeu só seis exemplares nos Estados Unidos (é o que dizem), quando muito. Um músico que era poeta, que era sábio, que ficou em silêncio.

Um músico misterioso que desapareceu. Ou que foi baleado no palco, durante um show. Que show, se ninguém comprou seus discos? Também dizem que ele pegou fogo... também em um show. Será que ele morreu duas vezes?

Olhe para o rosto dele. De onde vem este rosto? Era índio? Índio mexicano: seu sobrenome era Rodriguez. Nasceu em Detroit, entre fábricas, cimentos e concretos. Dizem que ele ficou perdido durante anos, trabalhou na construção civil, ou algo assim.

Enquanto isso, do outro lado do mar, na África do Sul, Rodésia, Nova Zelândia, Austrália, sua música cresceu, se multiplicou, fez milagres. Em Johannesburgo foi a trilha sonora para a liberdade contra o Apartheid. Rodriguez, dizem, nunca soube de nada disso. Era poeta, era sábio, ficou em silêncio.

Quem sabe, poderíamos seguir sua pista e, através de suas letras, conhecer sua alma. Talvez descobriríamos quem era Sugar Man, talvez não. Talvez não importe muito.

Há histórias incríveis, histórias sobre o que não aconteceu, escritas por homens ao longo de décadas, com a dor da paciência, com a tristeza do fracasso. Histórias de detetives que não fazem justiça para todos, que talvez persigam um fantasma.

Histórias que se transformam em documentários e ganham prêmios. Que ganham o Oscar de Melhor Documentário. Como os Sul-Africanos Malik Bendjelloul e Simon Chinn que ganharam o Oscar por À Procura de Sugar Man (Searching For Sugar Man) em 2013.

Terça, 17 de setembro, com exclusividade no Max, dentro do ciclo de documentários dedicados à arte. O que você vê quando vê o Max?

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